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Independência da Bahia

  • Foto do escritor: Léo Lourenço
    Léo Lourenço
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Sou recifense. Pernambucano de nascimento.


Mas a vida, com a sabedoria que só ela tem, me trouxe para Salvador. E foi aqui que descobri que a gente também pode nascer de novo pelos lugares que escolhe amar.


Hoje me considero um soteropolitano em construção. Um baiano em construção.


E não poderia deixar passar o 2 de Julho sem prestar minha homenagem a esta terra que me acolheu como casa.


Independência da Bahia - 02/07/1823
Independência da Bahia - 02/07/1823

A Bahia tem uma força simbólica difícil de explicar. Foi aqui que os portugueses chegaram em 1500. E foi também aqui que, mais de três séculos depois, a independência do Brasil se tornou realidade.


Embora a independência tenha sido proclamada em 7 de setembro de 1822, as tropas portuguesas resistiram na Bahia por muitos meses. Coube ao povo baiano continuar a luta até que, em 2 de julho de 1823, os últimos soldados portugueses deixassem Salvador.


Não foi apenas uma vitória militar. Foi a confirmação de que a independência precisava ser conquistada, defendida e consolidada.


E essa história carrega nomes que merecem ser lembrados para sempre: Maria Quitéria, Joana Angélica, Maria Felipa e tantos homens e mulheres baianos que enfrentaram o medo, o poder e a violência para defender a liberdade.


Por isso, o 2 de Julho não pertence apenas à Bahia. Pertence ao Brasil.


Hoje, com o coração completamente preenchido por Salvador, sinto uma imensa gratidão por viver nesta cidade, caminhar por suas ruas, admirar sua história, aprender com sua cultura e ser acolhido por seu povo.


A Bahia me ensinou que identidade também se constrói com afeto.


E, se me permitem dizer, sigo feliz nesse caminho… tornando-me, a cada dia, um pouco mais baiano.


Viva o 2 de Julho.


Viva a Bahia.


E viva o povo que fez da liberdade uma conquista de verdade.


 
 
 

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